Agora eu
estou aqui, sozinha, refletindo mais uma vez sobre tudo o que passamos desde
que nos conhecemos. Posso dizer que faz vinte e dois dias; como posso dizer que
faz quatorze dias. Não sei o que considerar, a partir de onde começar... Você
insiste em dizer que no nosso primeiro “encontro” eu fui antipática e não falei
com você, mas eu me recordo bem de ter voltado ao seu lado, conversando com
você sobre faculdade, por vezes ainda interrompi minha amiga, para poder falar
mais com você. E você também insiste em dizer que eu não ria de nada... Mas eu
me lembro de olhar para trás e rir, quando você bateu palmas ao final de uma
música – você lembra que música era? Quero adicionar à nossa playlist.
ELA É MINHA MENINA. Doidinha, doidinha. Onde foi que você perdeu a cabeça? Um pouco atrapalhada, mas bem esperta. Por fora parece ser mulher, mas na verdade é uma menina. Sensível, chora por qualquer coisa (até mesmo de felicidade). É tem ciumenta e possessiva, quer as pessoas sempre juntinho, bem coladinho. E ai de você se olhar pra outra pessoa que não seja ela. Ela espera que você mande mensagem de manhã, de tarde, de noite, de madrugada... Ela quer ser lembrada. Quer sentir que é alguém especial. Ela espera que você a abrace de supresa, que roube beijinhos, que durma bem agarradinho. Tudo que você pedir ela vai dar um jeito de realizar (mas só se você estiver merecendo). Confia de olhos fechados, mas sempre abre um pouquinho um dos olhos, só pra ter certeza de que ela realmente fez a escolha certa. Se você combinar algo, pode ter certeza que ela vai estar lá. EU SOU O MENINO DELA. Eita. Ele é meio desligado, em? Hm, não é não, isso você que pensa. De bobo ele não...

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