Já faz um tempo
que ele se foi. Desde então eu passei a olhar mais para os lados. Com ele era
apenas em frente, sempre em frente; tudo parecia estar em seu lugar, não havia
o que procurar. Tem um tempo já que ele virou naquela esquina movimentada e
seguiu sem mim, sumiu na multidão. Não sei onde aquela rua vai dar, e nem dá
para saber. Já ficou para trás. Eu continuo em frente, seguindo o mesmo caminho
que eu estava antes de começar a caminhar com ele. São tantas esquinas, tantos
nomes; avenidas, ruas sem saída, ruas de mão dupla, ruas de mão única... Ainda
não dobrei nenhuma esquina, ainda não sai dessa rua na qual ele me deixou;
talvez seja o medo de me perder novamente. Talvez na próxima esquina eu me
encontre. Quem sabe. Minha amiga disse que ali há um bar que é a minha cara,
talvez eu vá conhecer. Bom, o talvez ficou para trás. Alcancei a esquina e vou
conhecer o bar. Volto outra hora... Talvez.
ELA É MINHA MENINA. Doidinha, doidinha. Onde foi que você perdeu a cabeça? Um pouco atrapalhada, mas bem esperta. Por fora parece ser mulher, mas na verdade é uma menina. Sensível, chora por qualquer coisa (até mesmo de felicidade). É tem ciumenta e possessiva, quer as pessoas sempre juntinho, bem coladinho. E ai de você se olhar pra outra pessoa que não seja ela. Ela espera que você mande mensagem de manhã, de tarde, de noite, de madrugada... Ela quer ser lembrada. Quer sentir que é alguém especial. Ela espera que você a abrace de supresa, que roube beijinhos, que durma bem agarradinho. Tudo que você pedir ela vai dar um jeito de realizar (mas só se você estiver merecendo). Confia de olhos fechados, mas sempre abre um pouquinho um dos olhos, só pra ter certeza de que ela realmente fez a escolha certa. Se você combinar algo, pode ter certeza que ela vai estar lá. EU SOU O MENINO DELA. Eita. Ele é meio desligado, em? Hm, não é não, isso você que pensa. De bobo ele não...
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