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O talvez já se foi



Já faz um tempo que ele se foi. Desde então eu passei a olhar mais para os lados. Com ele era apenas em frente, sempre em frente; tudo parecia estar em seu lugar, não havia o que procurar. Tem um tempo já que ele virou naquela esquina movimentada e seguiu sem mim, sumiu na multidão. Não sei onde aquela rua vai dar, e nem dá para saber. Já ficou para trás. Eu continuo em frente, seguindo o mesmo caminho que eu estava antes de começar a caminhar com ele. São tantas esquinas, tantos nomes; avenidas, ruas sem saída, ruas de mão dupla, ruas de mão única... Ainda não dobrei nenhuma esquina, ainda não sai dessa rua na qual ele me deixou; talvez seja o medo de me perder novamente. Talvez na próxima esquina eu me encontre. Quem sabe. Minha amiga disse que ali há um bar que é a minha cara, talvez eu vá conhecer. Bom, o talvez ficou para trás. Alcancei a esquina e vou conhecer o bar. Volto outra hora... Talvez.

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O cheiro [explícito]

O cheiro que eu mais gosto em você não é o cheiro dos teus perfumes importados, mas o cheiro exótico do seu coro cabeludo que cola em meu rosto quando estamos dormindo e o cheiro que fique em minha pele depois de uma noite de amor. O cheiro forte da sua vagina úmida embaixo do cobertor, sedenta por amor, que espera pela minha língua.

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