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Adeus, 2013


Foto: Daniel Garcia - Viver em Santos 

Final/Começo de ano é uma época atípica: o único período do ano em que pensamos no que fizemos e no que vamos fazer. Todos os outros dias do ano nós passamos fazendo coisas por impulso, quebrando a cara e repetindo os mesmos erros. Coisas essas que tentamos evitar a cada virada de ano, fazendo uma listinha, planejando e etc.

Esse ano foi especialmente diferente na minha vida. Digamos que finalmente coloquei a ponta do dedinho do pé na vida adulta... Tomei vergonha na cara e comecei a trabalhar, tive relacionamentos (algo muito parecido com um namoro mas cedo demais para definir assim), finalmente tirei minha carteira de habilitação, passei para a segunda fase de um vestibular... É... As conquistas vão se acumulando. É claro que estas citadas são as maiores (e mais agradáveis de se falar; aquelas que a gente até ergue o peito).

Mas as minhas conquistas neste ano que se vai não se limitam apenas ao que foi bom, e/ou fácil. Nada foi fácil. Algumas doeram, causaram feridas. Nesse caminho enfrentei dias e noites, sol, calor, frio, chuvas, tempestades e muito mais. Os tombos... Ah, eles iam de um simples tropeço até mesmo algo que parecia cair de um precipício. Mas veja só, eu estou aqui, vivinha da silva e escrevendo. Quem diria que eu iria cair de um precipício e continuar vivendo? Pois é.

Um tempo atrás eu queria parar o tempo. Depois eu quis que o ano acabasse no dia seguinte e com ele todas as minhas angústias. Mas no fim eu acabei percebendo que a virada do ano não ia tirar esse peso das minhas costas, e exatamente por isso ano não podia acabar no dia seguinte. Eu não podia começar um “ano novo, vida nova” com todas aquelas pedras dentro da minha mochila. Era preciso deixá-las pelo caminho, em lugares escondidos para que quem vem atrás não tropeçasse nelas também.

Eu aprendi a lidar com algumas dessas angústias, algumas delas ainda estou aprendendo, mas agora eu sei que cada uma tem sua hora e seu lugar. Sei também que chorar não resolve e rir de tudo também é mera ilusão. É preciso que haja um equilíbrio. Minha mochila ainda tem algumas pedras mas trago nela apenas o que posso carregar. Entre boas e ruins, bonitas e feias, eu levo desse ano muitas lembranças, muitas amizades novas, algumas que desfiz, um laço reatado com outro lado da minha família, a paz comigo mesma e com Deus...

O que mais eu ia querer? Não tem problemas? Mas aí a vida ia ser chata demais. Quero meus problemas e a maturidade para lidar com eles. Isso sim.


Um feliz ano novo a todos os leitores do meu blog, obrigada por este ano incrível e por me emprestarem o ombro de vocês. Amanhã o blog faz um ano e isso é maravilhoso! É a primeira vez que chego tão longe com um projeto assim. Obrigada aos leitores fantasmas e às pessoas que são sempre lembradas nos posts aqui. Um beijo no coração de todos.

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