Descontrolada... Eu estou louca, louca de
amor, louca por você. Implorando seu beijo, seu carinho, seu toque, sua voz
grossa porém acolhedora sussurrando em meu ouvido, me dando arrepios, "pra
mim, só existe nós dois". Estou louca por você de volta, descontrolada...
Não, não! Eu não tenho controle, eu o perdi no dia em que resolvi me entregar
pra você. Eu sou sua. Apenas sua. Nem a mim mesma eu não pertenço. Minha
insanidade tomou conta de tudo, seu amor é feito tsunami, devastador. Mas eu
sou louca, descontrolada... Eu montarei minha casinha de madeira novamente só
para ter o prazer de vê-lo destruir tudo novamente. Porque é disso que eu
gosto. Gosto quando destrói, quando machuca, quando deixa feridas, passa como
um furacão e vai embora, mas depois volta e faz tudo novamente. Gosto quando
você vem e faz tudo isso de novo e de novo. Eu sou descontrolada... Meu
controle é você. Volte, vem... Me diga o que fazer só para que eu possa fazer
tudo ao contrário, como sempre foi.
Por favor, vamos parar por aqui. Eu odeio brigar e eu sei bem onde isso pode terminar. Não se faça de desentendido e não diga que não estamos tendo uma briga, porque eu sei reconhecer uma. Eu sabia, estava tudo perfeito demais. Eu odeio a forma que você me faz parecer tão errada. Você era perfeito... Até discordar de mim. Dessa vez, eu admito, eu me surpreendi. Eu costumo ‘escolher’ os caras de quem eu vou gostar, e você caiu como de pára-quedas na minha frente, com todas aquelas palavras fofas e cantadas baratas. Pois agora quem precisa de um pára-quedas sou eu, pois eu sinto que estou caindo e não sei o que eu irei encontrar. Você já sabe que eu adoro clichês e que eu odeio ser surpreendida. Recusei um pedido de namoro de baixo das cobertas escondido da minha mãe, porque em um cavalo seria muito mais impressionante – mesmo você ironizando que há muitos cavalos em sua casa. Mas isso não é justo, em contos de fadas príncipes vem em cavalos... E se você for o meu...
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