Ele dizia ser um homem australiano.
De certo eu nunca conheci um australiano a quem compará-lo; como também nunca
conheci um príncipe, mas para mim era a figura da qual ele mais se aproximava.
Um príncipe australiano talvez. Ele era bem alto, o suficiente para montar em
um cavalo branco (mas acho que ele esquecia dessa parte). Era forte, mas seus
músculos eram naturais. Seus olhos pareciam um pedacinho roubado do céu, e sua
boca, de tanta perfeição, parecia que foi desenhada a mão por Deus. Suas mãos
eram grandes e grosseiras, pesadas, ele não sabia lidar com elas. Mas seus pés,
ele sempre dizia, seus pés eram feios. Cá entre nós, nisso eu nunca reparei mas
seus pés funcionavam muito bem como apoio para os meus. Seu corpo por inteiro,
parecia que funcionava perfeitamente em conjunto. Até mesmo em partes eram
perfeitos, mas nele... Tudo se transformava. Ele andava torto, meio duro. As
pernas pareciam que estavam grudadas pelas cochas, mas suas cochas eram lindas.
Tinha o cabelo sempre raspado e sua barba loira era coisa que pouco se via. Sua
voz ao contrário de grossa, era suave, doce e ao mesmo tempo máscula. Aquela
que você sonharia ouvir em uma ligação no meio da madrugada. Até mesmo
comparada a um anjo. Não era só, era pai. Um pai de coração, coruja, babão.
Daqueles que fala "minha filha nunca vai chegar em casa esta hora" e
depois corrige "mas pior que vai né? Não tem jeito". Sempre com o
coração na mão. Ele fica sem jeito com ligações no meio da noite e quando
recebe elogios. Beijos em público também não são o ideal mas ele jamais
rejeitaria. Não era romântico, mas se você entrar em seu carro e desejá-lo
'feliz um mês' ele ira se derreter todo. Ele tem um coração de gelo, mas se até
o Alasca esta se derretendo, porque o coração dele não? Mas tem que ser naturalmente,
nada de maçaricos e martelos. Ele é um príncipe. Um príncipe australiano.
Era uma Sexta -feira. Eu estava de férias, a Copa já tinha acabado. Combinei com a minha melhor amiga de irmos para a minha balada favorita. Como de costume, fui para o meu treino a noite. Estava esperando o ônibus, ia para a cada da minha avó pegar o carro e depois iria ne arrumar pra sair. Mas minha amiga me mandou uma mensagem: - "Amiga, não estou no clima de balda hoje, passei mal no trabalho. Mas a minha amiga nos chamou para ir em um bar com sinuca. " Tudo bem, nem tudo estava perdido. Prossegui como planejado, peguei o ônibus e fui até a casa da minha avó. Cheguei lá já era tarde e ela não queria emprestar o carro! No fim, deixou. Mas de birra me fez tirar o carro da garagem para ver se eu desistia. Não não, mesmo depois de deixar o carro morrer 5x tentando sair da garagem, lá estava eu a caminho de casa. Me arrumei pra ir pro bar! Nada de muito extravagante. Minha calça rosa favorita, meu sapato de ponteira dourada, jaqueta de "couro", brinco ...

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