Já faz um tempo
que ele se foi. Desde então eu passei a olhar mais para os lados. Com ele era
apenas em frente, sempre em frente; tudo parecia estar em seu lugar, não havia
o que procurar. Tem um tempo já que ele virou naquela esquina movimentada e
seguiu sem mim, sumiu na multidão. Não sei onde aquela rua vai dar, e nem dá
para saber. Já ficou para trás. Eu continuo em frente, seguindo o mesmo caminho
que eu estava antes de começar a caminhar com ele. São tantas esquinas, tantos
nomes; avenidas, ruas sem saída, ruas de mão dupla, ruas de mão única... Ainda
não dobrei nenhuma esquina, ainda não sai dessa rua na qual ele me deixou;
talvez seja o medo de me perder novamente. Talvez na próxima esquina eu me
encontre. Quem sabe. Minha amiga disse que ali há um bar que é a minha cara,
talvez eu vá conhecer. Bom, o talvez ficou para trás. Alcancei a esquina e vou
conhecer o bar. Volto outra hora... Talvez.
Era uma Sexta -feira. Eu estava de férias, a Copa já tinha acabado. Combinei com a minha melhor amiga de irmos para a minha balada favorita. Como de costume, fui para o meu treino a noite. Estava esperando o ônibus, ia para a cada da minha avó pegar o carro e depois iria ne arrumar pra sair. Mas minha amiga me mandou uma mensagem: - "Amiga, não estou no clima de balda hoje, passei mal no trabalho. Mas a minha amiga nos chamou para ir em um bar com sinuca. " Tudo bem, nem tudo estava perdido. Prossegui como planejado, peguei o ônibus e fui até a casa da minha avó. Cheguei lá já era tarde e ela não queria emprestar o carro! No fim, deixou. Mas de birra me fez tirar o carro da garagem para ver se eu desistia. Não não, mesmo depois de deixar o carro morrer 5x tentando sair da garagem, lá estava eu a caminho de casa. Me arrumei pra ir pro bar! Nada de muito extravagante. Minha calça rosa favorita, meu sapato de ponteira dourada, jaqueta de "couro", brinco ...
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