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Mais uma para nossa playlist



Agora eu estou aqui, sozinha, refletindo mais uma vez sobre tudo o que passamos desde que nos conhecemos. Posso dizer que faz vinte e dois dias; como posso dizer que faz quatorze dias. Não sei o que considerar, a partir de onde começar... Você insiste em dizer que no nosso primeiro “encontro” eu fui antipática e não falei com você, mas eu me recordo bem de ter voltado ao seu lado, conversando com você sobre faculdade, por vezes ainda interrompi minha amiga, para poder falar mais com você. E você também insiste em dizer que eu não ria de nada... Mas eu me lembro de olhar para trás e rir, quando você bateu palmas ao final de uma música – você lembra que música era? Quero adicionar à nossa playlist.

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Clichês

Por favor, vamos parar por aqui. Eu odeio brigar e eu sei bem onde isso pode terminar. Não se faça de desentendido e não diga que não estamos tendo uma briga, porque eu sei reconhecer uma. Eu sabia, estava tudo perfeito demais.  Eu odeio a forma que você me faz parecer tão errada.  Você era perfeito... Até discordar de mim. Dessa vez, eu admito, eu me surpreendi. Eu costumo ‘escolher’ os caras de quem eu vou gostar, e você caiu como de pára-quedas na minha frente, com todas aquelas palavras fofas e cantadas baratas. Pois agora quem precisa de um pára-quedas sou eu, pois eu sinto que estou caindo e não sei o que eu irei encontrar. Você já sabe que eu adoro clichês e que eu odeio ser surpreendida. Recusei um pedido de namoro de baixo das cobertas escondido da minha mãe, porque em um cavalo seria muito mais impressionante – mesmo você ironizando que há muitos cavalos em sua casa. Mas isso não é justo, em contos de fadas príncipes vem em cavalos... E se você for o meu...

Se arrependimento matasse

Ouvi dizer que ele se arrependeu. Talvez tenha dito isso da boca para fora, assim meio sem pensar. Talvez ele não tenha bancado as consequências de se envolver com uma mulher como eu (forte, decidida, intensa). Tenho para mim que ele sabia exatamente onde estava se metendo assim como eu também sabia. Escrevo porque me vejo inconformada de como a mesma experiência pode ser tão diferente para duas pessoas. Será que ele ainda se arrependeria se soubesse como realmente foi e o que significou para mim? Eu não esperava que ele fosse o amor da minha vida, mas achei que poderíamos durar um pouco mais do que isso. Com ele, pude ser eu mesma. Com ele, a escuridão não era mais refúgio. Pela primeira vez, as luzes ficaram acesas, e, ao invés de esconder, me senti segura. As sombras não cobriam mais o que sou. Me permiti ser inteira, visível, em cada detalhe. Eu não me arrependo. Arrisco dizer que faria tudo de novo, mas com alguns ajustes. Ligaria menos para os outros e me concentraria mais em nós...

E foi assim que tudo começou

Era uma Sexta -feira. Eu estava de férias, a Copa já tinha acabado. Combinei com a minha melhor amiga de irmos para a minha balada favorita. Como de costume, fui para o meu treino a noite. Estava esperando o ônibus, ia para a cada da minha avó pegar o carro e depois iria ne arrumar pra sair. Mas minha amiga me mandou uma mensagem: - "Amiga, não estou no clima de balda hoje, passei mal no trabalho. Mas a minha amiga nos chamou para ir em um bar com sinuca. " Tudo bem, nem tudo estava perdido. Prossegui como planejado, peguei o ônibus e fui até a casa da minha avó. Cheguei lá já era tarde e ela não queria emprestar o carro! No fim, deixou. Mas de birra me fez tirar o carro da garagem para ver se eu desistia. Não não, mesmo depois de deixar o carro morrer 5x tentando sair da garagem, lá estava eu a caminho de casa. Me arrumei pra ir pro bar! Nada de muito extravagante. Minha calça rosa favorita, meu sapato de ponteira dourada, jaqueta de "couro", brinco ...