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Adeus, 2013

Foto:  Daniel Garcia - Viver em Santos   Final/Começo de ano é uma época atípica: o único período do ano em que pensamos no que fizemos e no que vamos fazer. Todos os outros dias do ano nós passamos fazendo coisas por impulso, quebrando a cara e repetindo os mesmos erros. Coisas essas que tentamos evitar a cada virada de ano, fazendo uma listinha, planejando e etc. Esse ano foi especialmente diferente na minha vida. Digamos que finalmente coloquei a ponta do dedinho do pé na vida adulta... Tomei vergonha na cara e comecei a trabalhar, tive relacionamentos (algo muito parecido com um namoro mas cedo demais para definir assim), finalmente tirei minha carteira de habilitação, passei para a segunda fase de um vestibular... É... As conquistas vão se acumulando. É claro que estas citadas são as maiores (e mais agradáveis de se falar; aquelas que a gente até ergue o peito). Mas as minhas conquistas neste ano que se vai não se limitam apenas ao que foi bom, e/ou fácil...

Balanço Geral

Vai chegando o fim do ano, festas, reuniões de família e começa a passar um filme na mente de cada um, aquele filme que sempre ouvimos falar, onde você revê todos os melhores e os piores momentos da sua vida. Nesse momento é preciso uma reflexão, um tempo só pra si para que estes momentos sejam colocados em uma balança. Eu fui feliz? Eu fiz o bem? Eu fiz novos amigos? Ou eu deixei os momentos tristes dominarem meus dias? Levei as decepções como lema da minha vida? Me afastei de muitas pessoas? É nesse momento que você pega uma caneta e começa a escrever as metas para o ano que está vindo, mas, afinal, cadê aquela que você escreveu no final do ano? Você deveria estar riscando as suas conquistas nela, não é? Não faz sentido criar uma nova lista se você nem ao menos cumpriu o que prometeu na outra. Isso sempre foi presente em minha vida. Mas este ano foi diferente. Tão diferente, que mesmo sem ter feito uma lista eu consegui riscar algumas conquistas. Depois de várias tentativa...

Bom moço dos ollhos-verdes-que-são-um-castanho-que-deu-errado

Para ler ouvindo Too Close, Alex Clare Entre outras, como Flor, do Jorge e Mateus Meu sobrenome é ansiedade. Sempre quis tudo para ontem e nunca tive tempo a perder. Até mesmo ao andar na rua eu não suporto/ ava as pessoas que andam mais devagar que eu (detalhe: isso todos os meus amigos já tinham reparado). Uma pessoa, assim, um tanto diferente, resolveu aparecer no pior momento da minha vida. OK, eu só me mostrei quando eu realmente precisava de “ajuda”. Momento este em que a pressa era a maior, que a ansiedade estava o dobro do dobro, a carência então? Nem se fala... Essa aí não tem jeito. Ele faz o tipo bom moço, aquele que senta na primeira fileira e paparica todas as tiazinhas que não tiveram o ‘prazer’ de se casar (e até das que casaram). E ele tem aquela droga daqueles olhos verdes. Porque diabos esses olhos verdes tinham que ser tão expressivos? Afinal, o que tem de mais nuns olhos verdes? Eles são apenas (e digo, a-p-e-n-a-s) o castanho que deu errado... Nã...

Sorte a sua

Lembra que na nossa primeira noite eu te pedi em casamento? Eu lembro que você tentou fugir da minha pergunta, mas eu perguntei de novo e você disse “...daqui a cinco anos”. Eu me lembro dessa noite como se fosse ontem. Faz só cinco meses, meu príncipe, mas todos os dias eu digo ao meu coração para agüentar firme e ele tem feito um bom trabalho, apesar de ter umas recaídas de vez em quando. A nossa foto não é mais capa do meu celular, mas continua guardada para que naqueles momentos difíceis eu tenha certeza de que tudo isso realmente aconteceu. Infelizmente eu não posso prometer pro meu coração que no final desses cinco anos você vai estar de volta para me confortar. Talvez você precise de mais tempo. Ou de muito, muito, muito mais tempo. Sorte a sua que eu acredito em vida após a morte. Eu acho que tomei a decisão certa... Eu sei que tudo tem sua hora para acontecer, além de que, o que é meu está guardado. E aquele pedacinho do seu coração, que no meio dos nossos encontros ele...

Príncipe promovido a rei

Meu príncipe roubou todas as minhas virtudes e me prendeu na masmorra. Tornou-me prisioneira de mim mesma, já que mesmo tendo feito todo esse mal comigo, eu ainda conseguia amá-lo. Meu príncipe também roubou a coroa do meu coração, e se tornou rei. Meu rei. Rei do meu coração, onde manda e desmanda, coração esse que ainda o ama. Meu coração virou o bobo da corte, que ama o rei, um rei que tem um coração de leão, que usa a roupa que o rato roeu. Meu rei já tem sua herdeira. Não precisa mais de mim, mas ainda me faz prisioneira. Por favor, meu rei... Se você me libertar, eu prometo, eu deixo você ficar com a coroa, mas ao menos me livre desta masmorra. Faz frio aqui. Eu devolvo a coroa do seu coração, pode  ficar com a minha... Mas deixe-me livre. Um dia eu volto pra buscá-la. Você é rei, você saberá onde me encontrar sempre que me ver partir. Agora, por favor, meu rei, deixe-me ir...

Pra guardar no coração

Se pudesse apenas ler o que eu escrevo... Diga para o seu coração que estas palavras são para você. Guarde-as com ele, pois elas foram ditas pelo meu. Não precisa ler em voz alta, não precisa contar para ninguém, nem deixar um comentário. Apenas leia, só para elas não serem em vão. Para que eu tenha ao menos uma meta cumprida na minha jornada. Ela é longa, eu sei. Mas eu sempre tirei um tempo para poder colocar esses sentimentos para fora, eu acho até que você não sabia da existência de alguns dele. Pronto! Ta aí a chance... Aproveita. Vê que não era apenas da boca pra você, não era um mero interesse. Rolou aqui dentro do meu peito, e ainda ta rolando. Meu coração dá pulos todas as vezes que eu vejo sua foto ou quando boto para tocar aquela playlist que te mostrei uma vez. Se precisar eu coloco ela aqui para você, só pra poder pensar que você pensa em mim quando ouve estas mesmas músicas. Lê com carinho... Ouve com carinho... E guarda no seu coração, ta? Combinado? Playlist ...

Tem que ser correspondido?

“Quando a gente ama, às vezes, é preciso saber dizer ‘até logo’”. Para ser amor verdadeiro... Tem que ser correspondido? Às vezes eu sinto que eu amo aquele rapaz, mas ele ama outra mulher agora. Isso quer dizer que não é amor verdadeiro? Que não serve, não ‘vale’...? Às vezes eu sinto como se não fosse amar mais ninguém. Outras vezes eu penso que na verdade não foi ‘tudo isso’ (foi muito , mas não tudo ) e penso quão bom seria amar novamente, sentir aquele frio na barriga no primeiro encontro, criar expectativas, ensaiar falas e chegar na hora, fazer tudo diferente. Também penso no que ele poderia estar pensando em todas as vezes que me viu. Nas vezes que me ligou e, nas mensagens de fim de tarde, perguntando como foi meu dia. Não, eu não me vejo como substituta, ‘tapa buraco’, quebra galho, ou o que quer que seja que vocês prefiram dizer. Eu acredito, do fundo do meu coração, que em cada encontro, em cada ligação, cada mensagem... Ele estava lá. Ele tentou, do jeito del...